Economia baiana gera 2.490 novas vagas com carteira

A economia baiana gerou, no mês passado, 2.490 vagas de trabalho com carteira assinada. O resultado positivo decorre da diferença entre 48.068 admissões e 45.578 desligamentos, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), sistematizados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) e divulgados ontem.

O saldo de agosto se apresentou num patamar superior ao de julho, que foi de 847 postos de trabalho, sem as declarações fora do prazo. Setorialmente, no mês passado, cinco segmentos contabilizaram saldos positivos: construção civil (2.396 postos), indústria de transformação (335), serviços (238), serviços industriais de utilidade pública (34) e extrativa mineral (17).

Por outro lado, os setores que desligaram trabalhadores celetistas foram: comércio (-461 postos), agropecuária (-35) e administração pública (-34).

Entre os municípios, os maiores saldos foram de Juazeiro, com 573 novos postos Camaçari (457), Casa Nova (437) e a capital baiana com 321 novas vagas.

Segundo o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, a geração de empregos na Bahia mostra que o país está no caminho certo da retomada do crescimento. “Esse resultado confirma, mais uma vez, a tendência de recuperação gradual do mercado de trabalho do Brasil”, diz o ministro.

Dados nacionais

Em todo o Brasil, foram abertas 35.457 vagas de emprego formal em agosto, conforme dados do Caged. O resultado decorre de 1.254.951 admissões e 1.219.494 demissões. No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, foram abertas 163.417 postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, no entanto, o resultado ainda é negativo, com o fechamento de 544.658 vagas.

O resultado de agosto foi puxado pelo setor de serviços, que gerou 23.299 postos formais em agosto. Em seguida, veio a indústria da transformação, com 12.873 vagas. Outros segmentos com resultado positivo foram comércio (10.721 vagas abertas), construção civil (1.017 novos empregos) e administração pública (528).

Por outro lado, a agropecuária liderara o grupo com fechamento de postos, com 12.412 empregos encerrados no mês. Em seguida, estão serviços industriais de utilidade pública (-434) e indústria extrativa mineral (-135).

Segundo os dados do Caged, todas as regiões do país tiveram crescimento do nível de emprego em agosto, com destaque para o Nordeste, que registrou 19.964 novos postos (+0,32%). Na região Sul, foram 5.935 novas vagas (+0,08%), um pouco acima do saldo do Centro-Oeste, com 4.655 vagas abertas (+0,15%).

As regiões Norte, com 3.275 novos postos (+0,19%), e Sudeste, com 1.628 postos (+0,01%), também tiveram crescimento no emprego formal.

 

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