Guto Ferreira admite temer goleada nos EUA, mas valoriza oportunidade

A volta aos Estados Unidos após 52 anos e um gol marcado logo no primeiro minuto de jogo. O amistoso entre Bahia e Orlando City, no dia 27 de fevereiro do ano passado, tinha tudo para ficar marcado na memória dos torcedores. Ficou, mas de maneira negativa, já que o tricolor acabou sendo goleado por 6×1, de virada, pela equipe americana.

O golpe foi duro e culminou num trauma que volta à cena neste início de temporada, já que uma nova excursão para os Estados Unidos está para acontecer. Desta vez, o Esquadrão foi convidado para jogar o Flórida Cup, torneio que é disputado, coincidentemente, em Orlando.

Doriva estava sob o comando do time na goleada sofrida há um ano, mas o técnico Guto Ferreira não demonstrou tanta confiança em um resultado diferente desta vez. Gordiola admite temer que a história se repita e quer encarar o torneio como um período de treinamento, de fato. 

“Totalmente. Temo sim. A gente não tem que ficar escondendo o que teme. Eu já coloquei. Mas é uma competição que está aí. Na hora que você pesa, este dano está em jogo. Cabe a você, da melhor maneira possível, fazer com que isso não aconteça. O mais importante é a experiência e os treinamentos que você está tendo. Em alguns momentos, você precisa entrar para fazer parte de um grupo. Aí, esse entrar, às vezes tem seu preço. O preço do Bahia é esse, correr esse risco, para poder estar convivendo com essas grandes marcas”, explicou.

O Bahia fará dois jogos na competição. O primeiro no dia 12, contra o Wolfsburg, da Alemanha, e o segundo no dia 15, contra o argentino Estudiantes de La Plata. A estreia oficial na temporada é pela Copa do Nordeste, fora de casa, contra o Fortaleza, dia 26. 

TIME COMPETITIVO

Mesmo com apenas um reforço e duas renovações confirmadas até então, Guto Ferreira está confiante em ter um time forte para 2017, que possa brigar por títulos no primeiro semestre e fazer uma Série A sem sustos. “Eu acho que a gente tem que brigar pelas competições do primeiro momento. O Baiano, a Copa do Nordeste. Temos que fazer competições de alto nível e brigar pelo título, sim. E depois, no campeonato nacional, acho que nós temos que fazer uma competição tranquila, afinal é o ano do retorno. O que é uma competição tranquila? Uma competição tranquila é um meio de tabela”, afirmou. 

A ideia de Guto é trabalhar com um grupo de 34 jogadores neste início de ano. “Nós estaremos trabalhando com 23 jogadores numa situação de contratados ou com mais cancha dentro do profissional. Como Éder, que veio da base, mas já tem uma cancha dentro do Bahia. Seriam 23 jogadores nessa faixa, mais 11 jogadores que seriam juniores ou primeiro ano de profissional”. 

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