Saiba o que as redes sociais fazem para proteger adolescentes

Em tempos de “jogo da Baleia azul”, muitos pais têm se preocupado mais com que os filhos veem e fazem na internet. As próprias empresas de redes sociais e aplicativos de troca de mensagens têm suas políticas voltadas para adolescentes e dão orientações sobre como eles e seus pais devem agir para minimizar os riscos dessa exposição de menores de idade na web.

 

Devido à lei federal dos EUA “Children’s Online Privacy Protection Act” (COPPA), de 1998, a idade mínima para criar uma conta, em qualquer uma dessas plataformas on-line, é 13 anos de idade. Na maioria das redes, há formulários para que usuários e não usuários possam reportar à empresa quando alguém mais novo usa a rede social. Porém, as empresas pedem para que os pais ajudem a monitorar isso de perto, não permitindo que seus filhos menores de 13 anos criem um perfil.

 

Confira abaixo algumas orientações para pais e mães sobre segurança na internet e alguns serviços criados por essas plataformas para prevenir bullying virtual e suicídio.

 

Facebook

 

É possível denunciar a conta de alguém que tenha menos de 13 anos por meio deste formulário. Segundo o Facebook, essas contas, depois de denunciadas, serão removidas.

 

A empresa criou um Portal para Mães e Pais que reúne dicas sobre segurança na internet e conselhos de especialistas. Existe também uma Central de Prevenção ao Bullying, desenvolvida em parceria com o Centro para Inteligência Emocional de Yale.

 

O próprio site explica que essa central “oferece planos detalhados, inclusive orientações sobre como iniciar algumas conversas importantes para pessoas que sofrem bullying, para pais que tiveram algum filho que sofreu ou que tenha sido acusado de praticar bullying e para educadores que tiveram alunos envolvidos com a prática de bullying”.

 

O Facebook garante que tem uma equipe que trabalha 24 horas por dia, sete dias por semana, para analisar o conteúdo denunciado pelos usuários. Mas destaca que só pode começar a investigar um caso depois que a denúncia for feita. Por isso, conta com o “apoio da comunidade para denunciar conteúdos, perfis, páginas e grupos que possam violar nossas políticas e termos de uso”, disse a empresa, em nota. Denúncias podem ser realizadas aqui.

 

A empresa também tem um serviço para apoiar pessoas, amigos e familiares de alguém que pode estar pensando em suicídio. Veja abaixo um vídeo que explica como isso funciona.

 

Twitter

A empresa criou uma central de ajuda na qual é possível tirar dúvidas sobre a rede social e denunciar o seu mau uso, por exemplo.

 

Dentro dessa central, existe uma área com dicas para famílias, voltada para pais e adolescentes. Uma das orientações é para que o adolescente bloqueie pessoas que estejam enviando a ele repetidas mensagens indesejadas. Segundo o Twitter, os pais podem ajudar a monitorar isso com seus filhos acompanhando-os enquanto navegam pela plataforma. Outra dica é encorajar os filhos a reportarem ao Twitter quando se depararem com algo escandaloso ou perigoso. A empresa tem formulários dedicados a denúncias de violações e afirma que os pais também podem fazer essas denúncias em nome dos filhos.

 

Respondendo a contato do GLOBO, o Twitter enviou uma nota na qual afirma que “criar um ambiente seguro para os usuários é uma missão permanente para o Twitter, que estabeleceu parcerias com especialistas em segurança online em uma ampla variedade de organizações. Isso possibilita à plataforma aprimorar continuamente os mecanismos de segurança em vigor e se adaptar a mudanças mais rapidamente. É importante que os adolescentes estejam cientes dos desafios e problemas que podem ocorrer na internet”.

 

A empresa completa a nota destacando que existe idade mínima para usar a plataforma. “Os serviços do Twitter não são direcionados a pessoas com idade inferior a 13 anos. Qualquer pessoa que tome conhecimento de que alguém menor de 13 anos tem uma conta do Twitter pode denunciá-la por meio do formulário” disponível aqui.

 

Instagram

 

Rede de compartilhamento de fotos e vídeos, o Instagram disponibiliza uma central de ajuda, e pode-se denunciar aqui os casos de crianças menores de 13 anos usando a plataforma.

 

O Instagram orienta para que, quando houver qualquer tipo de abuso, os pais denunciem ou ajudem os filhos a denunciarem dentro do próprio Instagram. E, caso os pais não tenham Instagram e queiram denunciar algum abuso que tenha visto — seja foto, vídeo, comentário ou um perfil inteiro —, eles podem acessar esse formulário.

 

Se o episódio de abuso se tratar, especificamente, de um bullying virtual, a denúncia deve ser feita por aqui.

 

Caso alguém faça uma publicação que indique automutilação ou suicídio, esta página do Instagram ensina como se deve agir. Se o perigo físico parecer imediato, é preciso ligar para 190 ou 192 ou entrar em contato com a autoridade policial local para obter ajuda. Se não se tratar de um perigo imediato, é importante denunciar o conteúdo e buscar ajuda para a pessoa com alguma instituição dedicada ao tema, como o Centro de Valorização da Vida (CVV).

 

Muitos pais se questionam se podem obter acesso à conta dos seus filhos no Instagram, mas a empresa destaca que, mesmo se o dono da conta for menor de idade, basta que ele tenha mais de 13 anos para ser considerado capaz de administrar seu perfil. Portanto nenhuma outra pessoa — nem mesmo seus pais — poderiam ter acesso à conta do adolescente. No entanto, existe a orientação de negociar com o filho a possibilidade de ele ceder sua senha de acesso a seus responsáveis.

 

Em um informe aos pais dentro da central de ajuda, o Instagram afirma o seguinte. “Compreendemos sua preocupação com relação ao uso do nosso aplicativo pelo seu filho, mas infelizmente não podemos conceder acesso ou adotar medidas em relação à conta mediante sua solicitação. Em geral, somos proibidos pelas leis de privacidade de fornecer acesso não autorizado a outra pessoa que não seja proprietária da conta. Observe que todos os usuários com 13 anos ou mais são considerados proprietários de conta autorizados e estão incluídos no escopo dessa política”.

Whatsapp

A empresa encoraja os seus usuários a controlarem quem eles veem no aplicativo de troca de mensagens e com quem eles interagem. A plataforma mostra aqui como bloquear ou desbloquear um contato. A orientação é para que, a qualquer mensagem suspeita ou indesejada, quem enviou o conteúdo seja imediatamente bloqueado.

No entanto, o app não tem um método específico para realizar denúncias de uso realizado por menores de 13 anos. Para reportar qualquer tipo de abuso, deve-se ir até a aba “Ajustes” ou “Configurações” no aplicativo e entrar em “Sobre e ajuda” para fazer uma denúncia.

 

O WhatsApp mostra, nesta página, como faz a segurança dos usuários, com sua criptografia de ponta-a-ponta — termo usado quando as mensagens trocadas só podem ser vistas por quem mandou e por quem recebeu o conteúdo, e nem o próprio WhatsApp tem acesso.

 

Uma das principais orientações é para que, quando o usuário receber pelo aplicativo uma promoção, um cupom ou um jogo com um convite para clicar em um link, ele cheque antes no site da loja em questão ou no serviço de busca do Google se a oferta ou o jogo são reais. “Evite acessar links de origem desconhecida ou mensagens que peçam para clicar em um endereço específico”, recomenda o WhatsApp em um informe sobre mensagens duvidosas.

 

Uma regra básica é desconfiar de mensagens que peçam para que o usuário encaminhe o conteúdo para sua lista de contatos ou para “o máximo de pessoas possível”.

 

Quanto ao risco de suicídio, a empresa alerta que quem receber ou ver algum conteúdo que indique que uma pessoa está ameaçando machucar a si mesma deve entrar em contato com o serviço de emergência local ou com um centro de prevenção ao suicídio, e o WhatsApp lista vários ao redor do mundo. No caso do Brasil, a indicação é o Centro de Valorização da Vida (CVV).

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