Vacinação múltipla tem baixa procura nos postos de saúde de Salvador

O fluxo de pessoas em busca de imunização ainda está baixo nos postos de saúde de Salvador que oferecem, até o dia 22, doses das vacinas previstas na Campanha Nacional de Multivacinação.

A ação realizada pelo Ministério da Saúde tem o objetivo de atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos e evitar doenças imunopreveníveis.

No próximo sábado, 16, acontece o Dia D de Multivacinação, quando os postos ficarão abertos das 8h às 17h. Para receber a vacina é preciso apresentar o cartão de vacina e registro geral (RG) em qualquer posto de saúde.

Na manhã desta terça-feira, 12, o movimento era pequeno na Unidade de Saúde Humberto Castro Lima e no Centro de Saúde Edison Teixeira Barbosa, em Pernambués.

A expectativa dos profissionais é que a procura cresça nos próximos dias. “Ainda está no começo da campanha, mas deve aumentar”, afirmou o enfermeiro Uelder Pinheiro, que nesta terça trabalhava no posto Humberto Castro Lima.

Expectativa

Na mesma unidade de saúde, a empreendedora Márcia Helena levou a filha Bianca Martins, 11 anos, para tomar a vacina HPV. “Eu fiquei sabendo da campanha pela TV então vim trazê-la. Ontem (segunda-feira), não fomos atendidas”, explicou.

Já no Centro de Saúde Edison Teixeira Barbosa, também em Pernambués, o pequeno Bento Palma, de 1 ano e 3 meses, teve que tomar cinco vacinas: VOP, DTP, tetra viral, varicela e hepatite. “Achei que seriam menos, mas ele é forte”, afirmou a mãe Maria Helena.

Assim como Bento, crianças e adolescentes com cartões desatualizados podem tomar mais de uma vacina. Porém há algumas que não podem ser aplicadas simultaneamente, como a tríplice viral, tetra viral e febre amarela. Nesses casos, é preciso retornar 30 dias depois.

O calendário de vacinação atual para crianças e adolescentes consta de 17 vacinas para proteção contra 18 doenças. Nesta campanha, serão disponibilizadas 14 vacinas para as crianças e cinco para adolescentes.

A vacina, segundo o Ministério da Saúde, tem como foco principal atingir quem ainda não foi imunizado ou que esteja com o calendário incompleto.

A estratégia é para manter controladas, eliminadas ou erradicadas doenças como tétano, difteria, sarampo, rubéola, caxumba, poliomielite, febre amarela, hepatites A e B, varicela, gripe, entre outras.

*Sob supervisão da jornalista Hilcélia Falcão

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